Sexta-feira, 14 de Julho de 2006
Separar vai Colar, por isso toca a Reciclar!

   Uma nova iniciativa da Sociedade Ponto Verde chegou a Leiria. De nome Separar vai Colar, consiste numa entrega de autocolantes aos leirienses, que terão como objectivo colá-los nas embalagens que colocarão na reciclagem. Cada autocolante possui um código de barras associado a um determinado cidadão, e caso esse autocolante seja encontrado no decorrer do processo de triagem, o indivíduo recebe um dos muitos prémios disponíveis, entre eles leitores de mp3 e ecopontos domésticos.

   Esta campanha assenta num grande objectivo, que é o de provar aos cidadãos que a separação vale a pena e que ela existe.

   Em Leiria, esta acção de sensibilização está a decorrer no Intermarché de Maceira Liz, localidade onde a VALORLIS actua, de 13 a 15 de Julho, e estará em vigor pelo país fora até ao final do ano.

 

Fonte: Sociedade Ponto Verde

 

Domingo, 18 de Junho de 2006
SIMLIS na despoluição do rio Lis
SIMLIS Logo

   A SIMLIS (Saneamento Integrado dos Municípios do Lis, S.A.) tem como principal objectivo deliberar sobre os problemas relativos à poluição e à revalorização ambiental do rio Lis. Tem em vista a melhoria da qualidade de vida e ambiental das populações da região que usufruem do saneamento que disponibiliza. Esse saneamento visa também resolver os problemas da poluição industrial e das suiniculturas.

   Perante os problemas levantados pelo rio Lis, chamado por vezes “rio Lixo” pelos cidadãos leirienses, resolvemos entrevistar um responsável da SIMLIS, visto ser esta a empresa que trata da despoluição do rio. Eng. Cláudio de Jesus, administrador-delegado da SIMLIS, respondeu prontamente ao nosso pedido e concedeu-nos uma entrevista que nos esclareceu em diversos aspectos.

 

Cyberalfa (doravante C.) - É apenas a SIMLIS a responsável pelo saneamento básico da população da região que abrange ou há outra entidade mediadora?

Eng. Cláudio de Jesus (doravante C.J.) - Há uma parceria entre duas entidades, mas em que a SIMLIS tem um papel muito mais crucial em termos de despoluição. Temos a Câmara, que serve directamente a população, e temos a SIMLIS, que faz o tratamento da água que vai parar aos seus emissários e os volta a colocar na rede de saneamento dos municípios.

 

C. - A SIMLIS é reponsável pela despoluição do rio Lis, mas que poluição é na verdade tratada?

C.J. - No projecto global de despoluição do rio Lis identificaram-se três tipos de poluição: poluição dos esgotos domésticos não tratados, poluição dos esgotos do sector agropecuário (suiniculturas) não tratados e poluição difusa. A poluição dos esgotos domésticos não tratados digamos que representa um quinto de toda a poluição e a poluição dos esgotos do sector agropecuário não tratados representa quatro quintos. Estes dois tipos de poluição são os que mais afectam o rio Lis e apenas uma milésima parte diz respeito à poluição difusa, que é relativa à excessiva utilização de adubos, insecticidas e fertilizantes na agricultura que, por acção da chuva, são lixiviados e mais tarde escoados para os rios. Assim, este tipo de poluição não tem um foco bem definido, pelo que actuamos mais frequentemente na resolução dos dois primeiros.

 

C. - Que medidas estão a ser tomadas tendo em vista a despoluição do rio Lis?

C.J. - Estão a decorrer obras que serão concluídas no primeiro trimestre de 2008, obras essas que visam resolver o problema da falta de redes de saneamento básico e, assim, melhorar o tratamento dos esgotos domésticos não tratados, isto porque actualmente de tudo o que é produzido na região só se consegue tratar sessenta por cento, ficando os outros quarenta por cento por tratar. Esperamos que em 2011 seja possível cobrir a cem por cento o terreno, através da realização de outras intervenções. Foi também criada uma empresa, denominada RECILIS, constituída por agricultores e outras pessoas ligadas ao ramo da suinicultura, que vai construir uma grande estação de tratamento de águas residuais provenientes das suiniculturas. Esta estação tem como principal objectivo tratar as águas resultantes dessas explorações. Prevê-se que este empreendimento começará dentro de um ano e que terminará em finais de 2008, portanto estima-se que demorará cerca de um ano e meio.

 

C. - A ETAR de Coimbrão vai resolver todos os problemas?

C.J. - Nós denominamos a ETAR de Coimbrão ETAR do Norte, e é a ETAR principal. Não podemos dizer que vai solucionar todos os problemas, pois a sua resolução passa por um complexo sistema de redes de emissários, estações elevatórias e ETAR’s. Podemos dizer, isso sim, que o facto de existir possibilita-nos um tratamento que supera todos os outros existentes na região antes da sua construção, dada a sua evolução tecnológica, sendo ela a maior ETAR da Região Centro. Esta ETAR vai ser ainda mais importante no futuro pois é ela que vai receber o emissário proveniente da nova ETAR das suiniculturas que, como já referi, vai ficar concluída em finais de 2008.

 

C. - Ouvimos frequentemente críticas aos cheiros provenientes da ETAR de Olhalvas, sobretudo por parte das pessoas que habitam junto dela. Haverá possibilidade de inverter esta situação?

C.J. - Isso só acontece porque, na minha opinião, a ETAR de Olhalvas foi construída num lugar inadequado. É certo que na época a cidade ainda não se tinha expandido para ali, mas era de prever tal facto. Ela apenas emana maus cheiros porque, durante a sua edificação, não existia tecnologia adequada para a filtração dos gases, o que hoje em dia já foi superado. Exemplo disso é o facto da ETAR do Norte já estar a ser construída com esses cuidados de construção. Assim, de forma a responder ao apelo da população, a partir do próximo mês vai ser começada uma desodorização da ETAR de Olhalvas, de forma a minimizar os maus odores que são produzidos.

 

C. - Prevêm algum reaproveitamento dos resíduos das ETAR’s a nível energético?

C.J. - Através de um processo denominado digestão anaeróbia faz-se um aproveitamento de uma fonte de energia das ETAR’s. Essa energia destina-se a ser utilizada pela própria ETAR, o que no caso da ETAR do Norte tornar-se-á bastante vantajoso, na medida em que ela atingirá a auto-suficiência em termos energéticos. Assim, não será necessário comprar energia do exterior.

 

C. - Sabemos que já trabalhou também na Valorlis. Aí, em que medida é vantajosa a produção de energia relativamente à produzida nas ETAR’s?

C.J. - Num aterro sanitário a energia produzida é muito superior à produzida numa ETAR. Como as camadas inferiores de lixo ficam sem oxigénio, também aí se realiza a digestão anaeróbia, ocorrendo um processo de fermentação que leva à decomposição. Consegue-se extrair o biogás produzido e produz-se energia que daria para fornecer cerca de duas mil e duzentas famílias. Logo aí se vê como a quantidade de energia produzida é comparativamente muito superior.

 

C. - Face aos esforços desenvolvidos iremos ter novamente Bandeira Azul na Praia da Vieira, à semelhança do que acontecia há uns anos atrás? E quando?

C.J. - A Praia da Vieira não tem Bandeira Azul porque a Câmara não se candidata a recebê-la, simplesmente porque não concordam com os critérios de atribuição, com os quais eu também não estou de acordo, o que não quer dizer que se se candidatassem a teriam. Os critérios de atribuição de Bandeira Azul incluem análises feitas à água no ano anterior, o que para mim é incorrecto. Mesmo assim,  estimamos que no ano de 2010 teremos o rio totalmente limpo e a praia apta a concorrer a uma Bandeira Azul.

 

C. - Sabemos que a legislação obriga a um estudo do impacto ambiental. A que é que esse estudo obrigou na ETAR do Norte?

C.J. - No caso da ETAR do Norte, esse estudo demorou cinco anos. No âmbito desse estudo, o ruído produzido pela ETAR obrigou à insonorização dos locais onde este se gera e a emissão de odores foi acautelada, na medida em que se identificaram as zonas onde os gases são emitidos e se procedeu à filtração do ar, que passa a chegar inodoro ao exterior. Como a ETAR do Norte é uma obra de grande dimensão (ocupa cerca de seis hectares de terreno, o equivalente a seis campos de futebol), irá também ser construída uma cortina arbórea para não afectar a paisagem.

 

C. - De forma a espalhar a mensagem de que a água deve ser poupada, que tipo de campanhas de sensibilização é que a SIMLIS realiza junto da população?

C.J. - Realizamos todo o tipo de campanhas, desde campanhas que atraiam os jovens a campanhas institucionais. Por exemplo, nesta altura do ano, para tirar partido do Verão e da grande afluência às praias, iremos realizar jogos didácticos sobre a água. De todas as nossas intervenções junto da população, a que tem tido mais sucesso é a Regata nas Cortes, que conta todos os anos com centenas de participantes e milhares de expectadores.

 

C. - Para finalizar, considera este tipo de acções importante?

C.J. - Sim, na minha opinião são fulcrais pois considero importante motivar todas as gerações.

 

Fonte: Este post foi integralmente escrito com base na entrevista feita, sem recurso a websites

Fonte da Imagem: Ambiente e Recursos Naturais

 

Ferro-velho, uma realidade a ultrapassar

   Há muito que o ferro-velho instalado na Calçada do Bravo, periferia de Leiria, representa um tema controverso na região.

   Na verdade, constitui já uma imagem de marca da cidade, que recebe os seus visitantes com um cenário de verdadeira ameaça ao ambiente, facto que é de lamentar.

   É, para nós, deveras preocupante, que tal situação se mantenha até à actualidade, sendo que sucatas como esta são, não só elementos nefastos e altamente prejudiciais para o meio ambiente, como também verdadeiros atentados paisagísticos para Leiria.

   Neste espaço encontram-se concentrados materiais altamente inflamáveis, que fizeram deflagrar incêndios por diversas vezes, exemplo de que é imperativo dar um fim a este local.

   Por outro lado, o processo de lixiviação de alguns resíduos, e consequente infiltração nos solos, conduz a uma contaminação dos mesmos.

   É de valorizar, portanto, que as entidades políticas de Leiria já tenham empreendido tentativas de abolir o ferro-velho, mediando propostas com o proprietário.

   Aguardamos, por isso, novos desenvolvimentos nas negociações, para que Leiria dê mais um passo em direcção ao progresso devolvendo a Leiria um acesso dignificante.

   Exemplo de que o nosso inconformismo com a manutenção desta situação é comum a muitos outros cidadãos leirienses, é o testemunho dado por Manuel Caetano, de setenta e dois anos, natural de Leiria.

 

Cyberalfa (doravante C.) - Encara o ferro-velho como um facto consumado em Leiria?

Manuel Caetano ( doravante M.) - Não. Apesar de desde sempre me lembrar do ferro-velho nesse local, é sempre revoltante quando entro em Leiria e verifico que ao longo de tantos anos pouco se fez para alterar a situação.

 

C. - Qual o aspecto que o inquieta mais no ferro-velho?

M. - O impacto visual, sobretudo para uma pessoa que venha pela primeira vez a Leiria e que desconheça a cidade no seu conjunto.

 

C. - Na sua opinião, o que deveria ser feito para mover o ferro-velho da zona?

M. - Penso que as entidades governamentais locais deveriam ter mecanismos legais que obrigassem, mediante a criação de condições noutro local ou indemenização simbólica do proprietário, à expropriação do terreno. 

 

C. - Qual o destino a dar a esse terreno depois de serem tomadas essas diligências?

M. - Para mim, o mais correcto seria reconverter o terreno numa zona verde para utilização pública, já que é um dos aspectos de que Leiria carece.

 

Fontes:

Jornal de Leiria

Região de Leiria

 

Publicado por Twice às 16:24
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Leiria, concelho verde

   É indubitável que as árvores são elementos fulcrais para o ambiente, desempenhando diversas funções de crescente importância.  

   Produzem oxigénio e têm aplicabilidade na culinária, medicina, no aquecimento, no fabrico do papel e ainda pela versatilidade que a madeira nos oferece.

   Por outro lado amenizam o clima, diminuem a reflexão da radiação solar, conservam a biodiversidade, influenciam positivamente o aspecto estético e constituem um atendimento às necessidades lúdicas e de lazer.

   O contacto com a natureza é um elemento fundamental para uma boa saúde mental, numa sociedade em que a exigência e competitividade são uma constante.

   Sabendo nós a influência positiva da floresta na saúde da população e do próprio ambiente, é deveras inquietante que o concelho de Leiria permaneça destituído de um grande espaço verde, que tantas vantagens traria num ambiente urbano como este.

   De facto, a concretização deste objectivo parece-nos cada vez mais distante, já que consideramos que não se trata de uma prioridade para a população e, simultaneamente, a área necessária no espaço urbano para a construção de semelhante projecto começa a escassear, a par do crescimento demográfico.

   Seria, então, de louvar, que os cidadãos adoptassem uma atitude mais crítica quanto a este tema, até porque outros concelhos de semelhante número de habitantes já usufruem destes espaços verdes, como um pré requisito de bem-estar.

   Certamente que a classe política é sensível aos desejos dos cidadãos, logo apenas nos resta lançar um apelo para que, futuramente, possamos falar de um “concelho verde”!

 

Fontes: www.olhares.com

http://www.el-mundo.es/eurocopa/2004/html/sedes/leiria.html

 

Publicado por Twice às 10:40
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Sábado, 17 de Junho de 2006
Nova descarga de efluentes na Ribeira dos Milagres
   Quando nos encontramos numa fase avançada da despoluição da bacia hidrográfica do rio Lis, a Ribeira dos Milagres foi, na madrugada de hoje, dia dezassete de Junho, novamente alvo de descargas provenientes de suiniculturas.
   A situação foi denunciada pela Comissão de Ambiente e Defesa da Ribeira dos Milagres às entidades policiais.
   Segundo a referida comissão, as condições meteorológicas "favoráveis" terão sido pretexto para um novo crime contra o ambiente, já recorrente na região.
   É do nosso profundo desagrado que os esforços mobilizados para a sensibilização de toda a população, nos quais intervém os próprios representantes dos suinicultores, continuem a ser deitados por terra devido à conduta pouco cívica de uma minoria.

 

Fonte: Correio da Manhã

 

Quinta-feira, 15 de Junho de 2006
Dar precedência à saúde!

   Actualmente, a preocupação ambiental é uma constante para todos os membros de uma comunidade que cumpra activamente o seu dever cívico.

   A poluição das águas é um dos temas que maior controvérsia suscita, não só em Leiria, mas também a nível nacional, originando legítimas preocupações para os cidadãos e para as autarquias.

   No entanto, a degradação dos cursos de água não se instalou subitamente. É sim o resultado do ritmo crescente do desenvolvimento demográfico e económico, não acompanhado de um planeamento rigoroso. O tão almejado “desenvolvimento sustentável” permanece, por vezes, ausente, facto que se assume cada vez mais como uma falha notória perante as consequências nefastas que vamos antevendo.  

   Os cursos de água da região, especialmente os rios Lis e Lena, atingiram um nível de contaminação de proporções desmedidas.

   Contudo, louvamos todos os esforços desenvolvidos pelas entidades envolvidas, quer na construção da ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) de Leiria e respectiva rede afluente, quer na construção de uma ETAR para efluentes das suiniculturas, entretanto desactivadas por deterioração acentuada. Aguardamos a conclusão da edificação da ETAR do Coimbrão, que esperamos que venha colmatar esta grave deficiência do conselho. As iniciativas surtiram efeitos benéficos e bem patentes no concelho mas, no entanto, estas estruturas parecem-nos insuficientes quer pela dimensão do problema que se pretende resolver, quer por tantos outros que ficam fora das actuais prioridades.

   Por outro lado, consideramos crucial alertar a população para o trajecto que os resíduos percorrem após serem abandonados. É importante a consciencialização, ainda inexistente, para os efeitos nefastos que um tratamento incorrecto dos resíduos pode acarretar, sendo exemplo disso a situação dos cursos de água que banham Leiria.  

   É imperativo solucionar o destino dos efluentes domésticos de quase todas as aldeias do concelho, e dos efluentes das suiniculturas sem viabilidade económica para drenar os efluentes para a ETAR. Enunciamos mais algumas nuances das fontes poluidoras da nossa região:

  • A indústria, que além de grande consumidora de água, é também origem da sua contaminação, quer pela lavagem de equipamentos, óleos usados, soluções de metais pesados, e muitos outros. Todos eles já isolados nas águas do Lis (crómio, chumbo, cádmio) e até na rede publica de abastecimento de água (ferro, chumbo e manganês). No nosso concelho existe apenas uma indústria de reciclagem de óleos, localizada nas imediações de uma zona residencial, alvo de muitas reclamações e que tem o seu futuro comprometido. Será mais uma empresa deslocalizada que irá implicar o transporte dos resíduos. Desde que assegurados os mecanismos de controlo ambiental é preferível ter uma indústria de reciclagem do que manter o actual status de impunidade relativamente à poluição ambiental.
  • A indústria de reparação de automóveis, por mais simples que seja, produz resíduos de tratamento de superfícies, resíduos inflamáveis, óleos, resíduos oleosos, baterias usadas, solventes e desengordurantes. Quantas oficinas de automóveis existem no Concelho?
  • Todas as gráficas utilizam soluções com metais pesados, tintas de impressão, solventes, etc. Quantas gráficas existem na Cidade?
  • As lavandarias produzem lamas de solventes tendo como destino certo a rede pública de saneamento básico. Quantas lavandarias existem na Cidade? Que produtos utilizam?
  • Os laboratórios de análises clínicas são produtores de pequenas quantidades de resíduos perigosos. Deve exigir-se controlo rigoroso na eliminação dos seus resíduos.
  • Os fertilizantes e pesticidas usados em maior ou menor quantidade na agricultura, apenas dependendo do bom senso dos agricultores e não da real necessidade dos terrenos, continuam a ser conduzidos aos cursos de água ou à infiltração nos terrenos.

   A preocupação é certamente de todos nós, mas especialmente para aqueles que não reconhecem a poluição das águas doces, atrevemo-nos a mostrar algumas imagens já anteriormente divulgadas na comunicação social.

Rio com Espuma   O bem-estar e o bom estado de saúde só se conseguem com um ambiente limpo e equilibrado. O ambiente é considerado um recurso de saúde. A saúde é apenas compatível com um ambiente saudável. Se interesses económicos se têm vindo a sobrepor à preservação do bom equilíbrio do ambiente, do bem estar e da saúde, isso também se deve à fraca intervenção de todos nós e ao grande deficit de cidadania que entre nós é avassalador.

   A escassez de água potável é já uma realidade, que só por si afecta directamente a saúde. A água que bebemos não pode ser tratada de tal modo que em vez de um produto natural se torna num produto químico.

   A poluição dos cursos de água traduz-se negativamente na saúde das populações, de forma directa. Aceita-se hoje o carácter ambiental dos factores de risco das principais doenças dos nossos dias, nomeadamente as cardiovasculares, cancros, doenças respiratórias, etc. Um pequeno incremento nas variáveis de risco ameaça sempre um grande número de indivíduos.

   As gastroenterites, as parasitoses (grande problema das zonas rurais), a Hepatite A, a febre tifóide e a cólera são doenças facilmente reconhecidas como de origem hídrica.

   Mas a contaminação cumulativa por metais pesados, das espécies consumíveis pelo Homem, como os peixes e vegetais, pode estar na origem das doenças responsáveis pelas principais causas de morte, constituindo o envenenamento silencioso da população.

   Os nitratos, introduzidos nos lençóis de água pela má prática agrícola, afectam principalmente as mulheres grávidas e as crianças com menos de seis meses, sobretudo quando os biberões são preparados com água contaminada com nitratos (50 mg/litro). Admite-se que fortes teores de nitratos podem ter um papel importante na hipertensão arterial e na formação de substâncias cancerígenas no estômago.

   Afirmamos que não se pode travar o desenvolvimento, mas é imperativo que se opte por um crescimento socio-económico sustentado, resultante de decisões consensuais em que os interesses ambientais tenham um papel representativo importante.

   Optar conscientemente é um imperativo e por isso quem reage às agressões ao meio não pode ser tomado como agente de bloqueio. Se for vital a construção de um aterro sanitário, de uma ETAR ou até de uma incineradora, a discussão deve centrar-se apenas na sua localização, sendo um facto adquirido que será usada a tecnologia menos poluente.

   Para concluir, e na esperança de conseguir agregar vontades em redor de um objectivo, não hesitamos em citar um dos princípios da "Carta Europeia de Ambiente e Saúde" subscrita por Portugal em 1989, que coloca a saúde no lugar que lhe compete: "A saúde dos indivíduos e das comunidades deve ter clara precedência sobre as considerações económicas e comerciais".

 

   Fontes:

   Guia Informativo do Ambiente – Ministério do Ambiente e Recursos Naturais 1990

   Agenda 21 Local de Leiria – Diagnóstico Ambiental: breve síntese, Setembro 2004.

   Tratamento de águas para abastecimento – Concelho de Leiria – Beatriz Proença Vaz, Setembro 2003

   Carta Europeia de Ambiente e Saúde, aprovada em Frankfurt, Dezembro 1989

   Plano de Acção Europeu ambiente e Saúde 2004-2010

 

Publicado por Twice às 18:55
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Dia Mundial do Ambiente

   No passado dia 5 de Junho celebrou-se em Leiria o Dia Mundial do Ambiente, que contou com um público alvo algo peculiar: as crianças e os idosos.

   Dos vários momentos festivos destacaram-se a Marcha do Ambiente por diversos pontos da cidade e a dinamização de diversos espaços, entre os quais uma lixoteca e alguns jogos da SIMLIS.

 

Fonte:

http://www.cm-leiria.pt/pagegen.asp?SYS_PAGE_ID=807701&id=150

 

Publicado por Twice às 15:46
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Energia eólica: o Futuro?
   Actualmente, os recursos energéticos são factores intrínsecos ao quotidiano de qualquer cidadão, na medida em que facultam o bem-estar e conforto de toda uma Humanidade. Assim, é crucial reflectir acerca da actual escassez de combustíveis fósseis, dada a sua utilização em quantidades excessivas, facto que põe em perigo o futuro energético global.
   A aposta nas energias renováveis apresenta-se como a solução para a problemática referida anteriormente, uma vez que são reservas inesgotáveis e pouco poluentes, para além de atenuarem a forte dependência em recursos não renováveis que Portugal mantém com o estrangeiro.
   Somos, então, totalmente coniventes com os projectos inovadores no âmbito da energia eólica na região de Leiria.
   Os parques eólicos projectados para a zona de Leiria visam dar resposta às necessidades energéticas de toda a comunidade leiriense. As infra-estruturas englobam treze parques eólicos que beneficiam uma população de quatrocentas e sessenta e cinco mil pessoas, ou seja, a quase totalidade da região. Os projectos ultrapassam a envolvênvia energética, contribuindo igualmente para a criação de postos de trabalho em indústrias do ramo energético de Leiria.
   É, também, de enaltecer a grandiosa poupança nacional em fuel e dióxido de carbono que estes investimentos representam e as empresas empreendedoras que aderiram à iniciativa. Desde a sua divulgação, a proposta contou já com o apoio de entidades governamentais que se deslocaram a um dos focos de produção de energia eólica.
   Contudo, são muitas as vozes discordantes relativamente à implementação destes projectos. Afectam de modo negativo a fauna e a flora envolvente, produzem ruído e constituem um impacto visual notório do foro paisagístico.
   Ainda assim, estas desvantagens podem ser facilmente contornáveis dado que as construções são edificadas em locais isolados, aos quais as espécies animais existentes se adaptam.
   Em suma, ponderando todos estes aspectos, consideramos as energias renováveis uma aposta de futuro.
 
   Fontes: http://www.regiaodeleiria.pt
               http://www.iambiente.pt/IPAMB_DPP/docs/RNT1302.pdf

 

Publicado por Twice às 11:55
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Viver Leiria, Programa Polis

Logo Polis

   O Programa Polis visa a requalificação e valorização urbana e ambiental das cidades. Leiria aderiu ao projecto e viu assim o rio Lis, o Centro Histórico e os espaços públicos sofrerem alterações que se concerteza traduzirão numa melhoria da qualidade de vida dos cidadãos leirienses.

   O principal objectivo deste projecto é o de "devolver o rio Lis a Leiria". Entre as iniciativas destacam-se a criação uma zona verde ao longo das margens do rio que se estenderá até à àrea histórica da cidade, e uma ciclovia que contará com pontes para ciclistas e peões.

 

Fonte:

http://www.cm-leiria.pt/pagegen.asp?SYS_PAGE_ID=830603

 

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Publicado por Twice às 10:14
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Quarta-feira, 14 de Junho de 2006
Praia do Pedrógão a postos dia 15
Praia do Pedrógão   Segundo a Câmara Municipal leiriense, a época balnear é iniciada amanhã, dia 15 de Junho. A Praia do Pedrógão prepara-se para receber os veraneantes, sem Bandeira Azul. Mesmo assim, a autarquia garante parte da vigilância.
   A limpeza da marginal e do areal, incluindo movimentação das areias, encontra-se em realização, sendo responsabilidade da Junta de Freguesia do Coimbrão.
   O Pedrógão mantém, então, o Centro Azul com iniciativas de sensibilização ambiental, para além da divulgação de resultados de análises da água. Segundo Neusa Magalhães, vereadora com o pelouro do Ambiente, a praia mantém a bandeira acessível, encontrando-se em espera pelos resultados da candidatura a Praia Saudável.
 
Fonte: Região de Leiria 

 

Publicado por Twice às 22:56
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Valorlis

Logo Valorlis

    A Valorlis centra em si dois objectivos primordiais: valorizar e tratar os RSU (Resíduos Sólidos Urbanos) da Alta Estremadura. Esta região compreende os concelhos da Batalha, Leiria, Marinha Grande, Ourém, Pombal e Porto de Mós.

   Esta empresa possui um contrato com a Sociedade Ponto Verde, segundo o qual se compromete a executar a recolha selectiva e a triagem dos resíduos exitentes na área que abrange. Para além de reciclar diversos produtos, a Valorlis possui um aterro sanitário e uma unidade de triagem aonde armazena os RSU.

    Desde a sua instalação, esta empresa apresentou uma evolução digna de realce ao longo dos anos. Através da colocação de cada vez mais ecopontos pela região, permitiu a recolha dos materias recicláveis de uma população cada vez maior, facilitando assim este processo para aqueles que necessitavam de percorrer grandes distâncias com o fim de verem os seus materias reutilizados. Com a implementação de mais unidades passou a haver uma maior adesão da comunidade a este processo que se tem tornado cada vez mais benéfico nos dias de hoje. 

 

   Para mais informações: http://www.valorlis.pt

 

Publicado por Twice às 22:50
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Arborium

   O Atlas das Árvores de Leiria resulta de uma parceria entre a VERTIGEM (Associação para a Promoção do Património) e a Câmara Municipal de Leiria, cujo principal objectivo consiste na criação de um documento multimédia informativo.

   Esta iniciativa permitirá, nomeadamente, a identificação e localização das diversas espécies arbóreas leirienses. Esta informação terá como preferencial destinatário as escolas do ensino básico e secundário da cidade, que terão um envolvimento mais próximo ao longo do desenvolvimento do projecto. O estudo será igualmente complementado com uma série de informações adicionais, com vista à valorização do património de Leiria.

 

Este projecto encontra-se disponível para consulta em: 

http://www.arborium.net


XI Olimpíadas do Ambiente

Olimpíadas do Ambiente Logo    À semelhança de anos anteriores, a iniciativa Olimpíadas do Ambiente viu realizada, no ano lectivo de 2005/06, a sua 11ª edição.

   Este concurso nacional inclui uma promoção da protecção ambiental nas camadas mais jovens, através de um concurso nacional de questões dirigido a alunos do 3º Ciclo e Ensino Secundário.

   Os principais fins da competição são incentivar o interesse pela temática ambiental; desenvolver e aprofundar o conhecimento sobre a situação ambiental portuguesa; promover o contacto com situações experimentais concretas e resolução de problemas específicos; estimular a capacidade de expressão oral e escrita; recompensar o espírito científico e estimular a dinâmica de grupo e o espírito de equipa.

   Também as questões das provas abrangem sete importantes áreas temáticas: conservação da Natureza; recursos naturais; poluição; estilos de vida; ameaças globais; política ambiental; e realidade portuguesa.

   A primeira fase deste evento teve a primeira eliminatória a 10 de Janeiro, tendo-se realizado a final nacional de 12 a 14 de Maio.

   No distrito de Leiria a adesão foi bastante significativa, tendo-se destacado, no conselho de Leiria a Escola Secundária Domingos Sequeira, com um total de oito participantes apurados para a segunda eliminatória, na categoria B (10º a 11º anos).

   Aqui fica esta informação. É importante reforçar o lema: “Uma geração para mudar o Mundo!!!”

 

Visite o site das Olimpíadas do Ambiente

 

Contactos:

Escola Superior de Biotecnologia
Rua Dr António Bernardino de Almeida, 4200 - 072  PORTO
Telf: 22 558 0048, Fax: 22 509 0351
Tm. 91 852 7653

 
olimpiadas@esb.ucp.pt


Publicado por Twice às 19:39
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Por um mundo melhor...

   A elaboração deste blog surge no âmbito do concurso http://turma.sapo.pt/Xz4201/668907.html ao qual decidimos aderir.

   Perante os temas propostos, optámos pela temática relativa ao Meio Ambiente.

  Como membros activos da sociedade, não podemos negligenciar o nosso dever cívico relativamente à preservação do meio natural que nos rodeia.

   É também nossa preocupação actual a perpetuação do desenvolvimento sustentável, preservando o mundo que será também partilhado pelas gerações vindouras.

   Em suma, este blog destina-se a denunciar situações de interesse público relativas a ameaças ao Ambiente e, igualmente, a enaltecer acções benéficas existentes em Leiria e que poderão ser análogas a outras existentes noutros focos populacionais do país.

   Deste modo, lançamos um apelo, não só aos residentes leirienses, como também aos restantes cidadãos portugueses, para concretizar “um mundo melhor”.

Publicado por Twice às 18:02
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Blog dedicado ao Ambiente no concelho de Leiria.
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